Rupprecht Loefler, mais conhecido como Seu Lefra, mestre cervejeiro e proprietário da Cervejaria Canoinhense, gravou esta entrevista em video onde conta um pouco da história empresa é considerada por muitos a mais antiga cervejaria artesanal do Brasil.
Gravado em 2008 - Homenagem ao Mestre - o video foi publicado no YouTube em 28/02/2011, um dia após sua morte.
Seu Lefra começa explicando que a cervejaria de Canoinhas/SC foi
fundada por seu pai, Oto Loefler, depois passou para o irmão, depois
para ele e agora está sendo conduzida por seu filho. Por conta da idade e o esforço da memória, se considerarmos
essa declaração como exata, a fundação seria em 1928 e não 1908, como consta no verbete da Wikipedia.
Com 91 anos na época, tomava duas garrafas de cerveja por dia, fabricando e produzindo 1.500 garrafas por mês. Vendendo a cerveja branca e preta, tipo Caracu com diz, com a marca Nó de Pinho. Utilizando lúpulo importado da Alemanha e malte plantado em Guarapuava/PR.
O entrevistador mostra no video os macacos, tucanos e pássaros empalhados pelo irmão taxidermista do Seu Lefra, resultado de suas caçadas que decoram as paredes do local há 50 anos. O próprio mestre cervejeiro também sabia empalhar bichos.
Perguntado sobre a fabricação de outras bebidas, como gasosas e refrigerantes, Seu Lefra diz que traz esse tipo de produto de Jaraguá do Sul/SC e que apenas fabrica chope e cerveja artesanal, tipo caseira, sem química, sem conservantes, só com malte, cevada, lúpulo, fermento e água do poço ou da fonte.
Mostrando as fotos na parede, a câmera mostra a foto da família Loefler quando moravam em Corupá/SC, Seu Lefra é natural daquela cidade e seu pai fundou uma cervejaria em um lugar chamado "lefartifen".
A receita de longevidade de Seu Lefra são justamente as 2 garrafas de cervejas diárias (cerveja pura, como as que fabrica) e uma salada de cebola na hora do almoço, ao meio dia. Segundo ele, a cebola acaba com o colesterol e a pressão alta.
Perguntado sobre a cervejaria ser a mais antiga do Brasil, Seu Lefra revela que o pai começou a fabricar cerveja em 1897 em Corupá/SC que depois foi vendida a um cervejeiro alemão em 1904. Em 1924 Oto Loefler comprou a cervejaria de Canoinhas também no estado de Santa Catarina e mais uma carroça com 2 cavalos para o transporte. Em 1928 adquiriu um automóvel Ford Bigode, sem caixa de câmbio, cuja foto aponta pregada na parede.
Seu Lefra termina a entrevista contando que muita gente de fora vem até a cervejaria Canoinhense comprar seus produtos, até do estado de São Paulo. O entrevistador comenta que sairam várias reportagens em jornais, revistas, na TV Globo, que tornaram a cerveja conhecida em todo Brasil, atraindo até proposta de compradores. A Cervejaria Antarctica chegou a fazer uma proposta, recusada para manter a empresa como patrimônio da família e tradição para os filhos e netos.
Em 2009, ao completar 92 anos, Roberto Fonseca escreveu o post ‘Decano’ da cerveja no Brasil faz 92 anos. Prost, ‘seu’ Loeffler! no blog B.O.B. do Paladar do Estadão que Rupprecht Loeffler era provavelmente (salvo algum caso desconhecido), o cervejeiro mais antigo do País em atividade. pois embora a produção da Canoinhense esteja a cargo de assistentes, ele continuava dando expediente religiosamente na fábrica.
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
História da cerveja Coruja de Porto Alegre/RS
No site da cervejaria Coruja feita em flash, tecnologia antiga que permite animação e som na internet, a seção O conto da Coruja conta um pouco da história do empreendimento. Eles também tem um blog, sem flash, com conteúdo relacionado à marca e ao mundo da cerveja. Fiz a transcrição do texto do site que segue abaixo:
Formados em arquitetura, Micael Eckert e Rafael Rodrigues: cerveja! Em parceria com a Gool Beer/Chope MASPE de Teutônia, a Bebidas Coruja Ltda da inicio a fabricação da Coruja cerveja viva em 2004.
No mesmo ano, Carlos Lança, Jesael Eckert e o mestre cervejeiro Michel Kerbs Yepez juntam-se à empresa. Uma cerveja artesanal não-pausterizada, feita com lúpulo, fermento, água e três vezes mais malte de cevada, garantindo um sabor inigualável.
A garrafa é um show à parte: um frasco de remédio antigo com o rótulo serigrafado diretamente no vidro.
A empresa divulga movimentos artísticos e aposta no setor cultural, apoiando diversas exposições, lançamentos de filmes, eventos de arquitetura e muito mais.
Em 2006 e 2007, a Coruja ganha o título de melhor chope de Porto Alegre segundo a revista Veja. Em maio de 2007, é lançada a Coruja Extra Viva, uma cerveja mais encorpada e com sabor extra forte.
A Coruja está sempre aprontando eventos para degustação de suas cervejas, como o Extra-malte, o Maratoma e o Märzfest. Em 2008, a Coruja lança o seu site www.cervejacoruja.com.br! Um espaço bolado pela box3 para todos ficarem por dentro do que anda rolando.
No blog, na página para a imprensa, também existe um resumo da história da cervejaria, com a origem do nome e mais detalhes da composição dos produtos e local atual de fabricação:
A Coruja é uma cerveja diferenciada do frasco ao sabor. Ganhou vida em 2004 e, desde então, alçou voos bem altos de sua Toca, no Rio Grande do Sul, para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. O nome foi escolhido por indicar um animal de hábitos noturnos e associado à sabedoria. Por isso, “beba com sabedoria”.
Desde 2010, a produção ocorre na cidade de Forquilhinha (SC), com 18 a 20 mil litros mensais. Atualmente, nos cinco estados em que atua, a Coruja chega a aproximadamente 350 pontos de venda.
A linhagem começou com as Vivas, as Corujas não-pasteurizadas. A Viva (Lager, 4,5% vol) e a Extra-Viva (Lager, 6,5% vol) ainda são engarrafadas em antigos frascos de remédio, que dão à cerveja um aspecto único.
Somam-se a elas: Otus (Lager, 4,5% vol), Strix (Lager extra, 6,5% vol), Alba (Weizenbier, 5,5% vol) e Alba (Weizenbock, 6,8% vol), todas batizadas com nomes de espécies de corujas.
As últimas criações da Coruja são coletivas, em parceria com o movimento artístico: a Baca (Lager com pitanga, elaborada com Francisco Marshall, do StudioClio), Labareda (Lager com pimenta, em conjunto com o músico Wander Wildner) e a Coice (Tribock com canela e 11% de álcool, em parceria com o artista plástico Caé Braga).
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