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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
BrewDog Bar em São Paulo e o desprezo dos seus criadores pela cerveja industrial
Nascido numa vaquinha virtual (crowdfunding) em 2007 na Escócia e adotando o lema "equity for punks", algo tipo "sociedade comercial para os punks", chega ao Brasil o BrewDog Bar, inaugurado dia 22/1/2014 na Rua dos Coropés em Pinheiros, São Paulo/SP. O colunista da Folha Sady Homrich conta melhor a história desse empreendimento que fabrica e vende cerveja artesanal acompanhado de cachorro-quente, leia lá: Igualdade para os punks.
Apesar de funcionar em uma antiga oficina mecânica, a primeira filial brasileira não precisou convocar um crowdfunding, segundo o Estadão - O copo de BrewDog mais fresco da cidade (em 16/1/2014) - tem como sócios Gilberto Tarantino, da Tarantino Multibeer, e Paulo Bitelman, também sócio do restaurante Le Jazz.
Segue no Estadão: são 22 torneiras de chope com rótulos da Brew Dog e de convidadas. A primeira delas é a WayDog, session pale ale feita pela cervejaria brasileira Way Beer para a casa - uma cerveja refrescante, frisante, para tomar bastante, R$ 9, 237 ml - e está confirmada a Colorado Titãs em barril. Da BrewDog, além de rótulos como Punk IPA e 5A.M. Saint (ambos (R$ 18, 237 ml), tem a Tokyo (R$ 29, 19 ml), imperial stout envelhecida em barris de uísque, e a Abstrakt AB:14 (R$ 34, 190 ml), de trigo, envelhecida em carvalho.
Raphael Rodrigues do All Beers, primeiro blog com acesso total às instalações, foi na inauguração, um evento fechado para blogueiros e imprensa e publicou algumas fotos: BrewDog Bar São Paulo fotos da festa de inauguração.
BrewDog Bars - legenda em português from BrewDog São Paulo on Vimeo.
Filosofia dos criadores: "Desprezo pelo mercado de massa de cerveja"
Quase dois anos antes, em 27/1/2012, o jornal Valor publicou esta matéria - Cervejeiro punk é contra a pielsen genérica - assinada pela repórter Angela Klinke, pra arrepiar qualquer consumidor fiel da cerveja industrial. "Desprezo pelo mercado de massa de cerveja" é a mensagem dos criadores da cervejaria artesanal BrewDog, Martin Dickie e James Watt. Tudo porque a cerveja deles é punk. Enquanto os pubs britânicos estão em decadência, a rede BrewDog cresce com clamor popular.
Naquele ano, um dos fundadores da empresa, o jovem James Watt, chegava ao Brasil para fechar o acordo que vai viabilizar o primeiro bar do grupo fora do Reino Unido, em São Paulo. A reportagem dizia ainda que os produto BrewDog figuravam em supermercados como o Tesco e até nas cartas dos melhores restaurantes do mundo como o Noma, em Copenhagen, e o DOM, em São Paulo. A empresa, como afirma o jovem escocês, foi criada tendo "o mesmo desprezo pelo mercado de massa de cerveja que os punks originais tinham pela cultura pop".
Ainda segundo o Valor, as campanhas de marketing que a marca faz na rede social é agressiva. "É a revolução da cerveja artesanal", evangeliza Watt. Ele e Dickie jogam boliche para quebrar garrafas de Budweiser ou se vestem de Darth Vader para espatifar com o sabre de luz as long necks Stella Artois. Será que farão o mesmo com Brahma, Skol, Schin e as cervejas aguadas populares por aqui?
"Queremos mudar a cultura monótona de beber cerveja. Por isso, fazemos bebidas inovadoras, progressistas e cheias de sabor", disse Watt para a matéria. O mestre cervejeiro da Brew Dog, Stewart Bowman, garantia que usava 25 vezes mais lúpulo em suas criações que as "genéricas" do mercado. "We bloody love hops!" (amamos lúpulo mesmo!).
Hardcore IPA from BrewDog on Vimeo.
"Beba menos, mas beba melhor", pregava Watt e Dickie. No Brasil, na época da reportagem uma long neck da marca custava em torno de R$ 15. O discurso antipilsen deu resultado para o crowdfunding. Em junho de 2011, eles colocaram à venda uma cota de ações, não listada em bolsa, para ser vendida on-line. O processo, todo auditado, ganhou destaque nas principais publicações de economia britânicas, incluindo o "Financial Times", quando foi batizado de "Equity for Punks". Até janeiro de 2012, o esquema atraiu seis mil acionistas e captou 2,2 milhões de libras. Tudo isso para ajudar a BrewDog a construir uma fábrica ecológica em Aberdeen que iria quintuplicar sua capacidade para 500 mil hectolitros e ainda permitir a abertura de novos bares.
A contrapartida, elemento importante para qualquer financiamento coletivo, para os acionistas vai de descontos eternos no bares até acesso privilegiado a edições especiais das cervejas. Eles também podem dar pitacos via internet nas decisões da empresa. " Todo nosso esforço é para estar cada vez mais perto de quem consome nossas cervejas.", diz Watt. O blog oficial da BrewDog é atualizado constantemente com vídeos debochados apresentados por Watt e Dickie que chegam a 300 mil acessos por mês.
Em 2012 a cervejaria exportava 55% de sua produção para 27 países, mas com a ampliação da fábrica esse percentual iria crescer. O Brasil estava em sétimo lugar no ranking dos principais compradores. Foi esse desempenho e a percepção do desenvolvimento do consumo local de cerveja artesanal que fez com que Watt convidasse Tarantino para ser sócio no primeiro bar BrewDog brasileiro. No Reino Unido, a empresa é dona de todas as unidades. Só que enquanto um bar lá custa em torno de 100 mil libras, aqui o investimento deveria ser de R$ 1 milhão.
O lema do bar BrewDog é "No Tennents (marca tradicional), no Carling (outro rótulo de massa), no Smirnoff, no televisions." Segundo o Valor, James Watt chegaria ao Rio, pegaria um churrasco com brejas na companhia de um grupo carioca de cervejeiros artesanais. Provocado se um empresário punk não ia sofrer com o provável sambinha brasileiro, Watt respondeu: qualquer música combina com nossas cervejas. Bossa Nova e 'Punk IPA' pode ser incrível". Depois, completou: dá última vez que estávamos misturando uns ingredientes rolava 'Pantera', 'Black Label Society' e 'Down & Deftones'".
BrewDog Bar São Paulo
Rua Coropé, 41, Pinheiros, São Paulo/SP.
@BrewDogSaoPaulo - 432 seguidores, Fanpage - 6.795 fãs, Instagram - 827 seguidores.
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Produção de cerveja industrial no Brasil cai 2% em 2013
Pela primeira vez desde que a Receita Federal implantou o Sicobe (Sistema de Controle de Bebidas) houve uma queda na produção de cerveja no Brasil. Consultando as cervejarias participantes no sistema, vi que a Baden Baden (marca de cerveja gourmet da Brasil Kirin) deve ser a única cerveja próxima da artesanal da lista. Assim não é possível concluir que a queda se extenda a todo o tipo de cerveja ou se afetou mais a cerveja industrial tipo pilsen fabricada e consumida em massa pela maioria dos brasileiros.
Não seria surpresa se pelo contrário, as cervejas artesanais e caseiras tivessem mais um ano de crescimento, influenciando inclusive a queda do consumo da cerveja industrial com os consumidores cada vez mais esclarecidos e com o gosto apurado migrando das marcas populares para as microcervejariase brewpubs.
O jornal Destak publicou a matéria Cerveja sofre queda de produção no país pela primeira vez em quatro anos (3/1/2014) onde revelou que foram 13,46 bilhões de litros em 2013, ou 2% a menos do que o registrado em 2012, mas acima das marcas de 2010 e 2011. A única variação que cresceu em 2013 foi a das latas, com 4,64% de aumento na produção, chegando a 5,57 bilhões de litros, o que o Sicobe atribui à boa aceitação dos latões de 473 ml.
A maior queda, de 6,43%, foi das garrafas de 600 ml, ainda assim responsáveis pelo maior volume da produção: 7,44 bilhões de litros. As garrafas menores, do tipo long neck, caíram 4,1%, tendo apenas 440 milhões de litros.
A maior queda, de 6,43%, foi das garrafas de 600 ml, ainda assim responsáveis pelo maior volume da produção: 7,44 bilhões de litros. As garrafas menores, do tipo long neck, caíram 4,1%, tendo apenas 440 milhões de litros.
O Estadão também publicou sobre o assunto - Produção de cerveja recua 2% em 2013; aponta o Sicobe (2/1/2014) - trazendo sua explicação: os desempenhos negativos dos segmentos no ano se devem ao cenário macroeconômico adverso. Tanto as empresas quanto entidades do setor afirmam que a inflação, o alto endividamento das famílias e um aumento de renda aquém do esperado no ano prejudicaram as vendas dos itens e a produção teve que se adequar ao ambiente desfavorável. O repasse dos tributos de 2012 e do custo de produção (principalmente de insumos, como cevada e açúcar, e embalagens, devido à valorização do real ante o dólar) também sacrificaram volumes no ano.
Como se vê, para a imprensa e os industriais do setor, nem de longe, nenhuma referência à fabricação e ao consumo de cerveja artesanal e caseira.
Imagem: Celso Bessa Post-Its.
Como se vê, para a imprensa e os industriais do setor, nem de longe, nenhuma referência à fabricação e ao consumo de cerveja artesanal e caseira.
Imagem: Celso Bessa Post-Its.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Lagom Brewery & Pub
Os sócios fabricavam cervejas como hobby desde 2006 e em agosto de 2010 abriram o Lagom depois de quase um ano de planejamento, inaugurando segundo eles o único brewpub do Brasil. O empreendimento foi planejado desde 2009, mas apenas em 2010 saiu do papel. Fruto da amizade e do interesse de cervejeiros caseiros que já faziam algumas brassagens juntos, em agosto daquele ano, abriu suas portas.
Criada em uma casa centenária no coração do bairro Bom Fim, em Porto Alegre, eram 12 torneiras servindo 12 estilos diferentes de chopp, 8 deles de fabricação própria e 4 de cervejarias da região. Fato que reflete uma diretriz do estabelecimento: valorizar as cervejas feitas no Rio Grande do Sul.
Em julho de 2013 inauguraram a filial no bairro Moinhos de Vento.
Segundo o site, na Lagom os frequentadores podem degustar variados estilos de chopp e ainda se esbaldar na harmonização com pratos pouco ortodoxos, como o “Entrecôt Viking” ou as temíveis “Almôndegas From Hell”, entre outras atrações do cardápio.
Um dos sócios do Lagom, Maurício Chaulet, na reportagem Microcervejarias fazem do Rio Grande do Sul um polo de cervejas especiais escrita por Larissa Coldibell publicada em 4/2/2013 no UOL Economia, declarou que resolveram transformar o hobby em negócio e abriram o brew pub - bar que fabrica a própria cerveja no local: "Até hoje, não vendemos nossa cerveja para fora, então temos liberdade para criar o que quisermos, sem a pressão da grande indústria".
A matéria revela que o sucesso da cerveja própria foi tão grande que eles inauguraram mais uma unidade no final de 2012. Porém, o negócio teve que passar por mudanças estruturais pela falta de legislação específica, que autorize o funcionamento de uma fábrica junto com um estabelecimento comercial. A fábrica, que passou a operar separadamente em outro endereço, produz atualmente 6 mil litros e cerca de 40 estilos de cerveja.
Endereços:
Rua Bento Figueiredo, 72 - Bomfim, Porto Alegre/RS
Rua Comendador Caminha, 312 - Moinhos de Vento, Porto Alegre/RS
Foto: Os sócios Maurício Chaulet, Nicolai Poletto, Luciano Filippetto e Daniel Nasi, do Lagom Brewery & Pub. UOL Economia.
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Seu Lefra, mestre cervejeiro e proprietário da Cervejaria Canoinhense
Rupprecht Loefler, mais conhecido como Seu Lefra, mestre cervejeiro e proprietário da Cervejaria Canoinhense, gravou esta entrevista em video onde conta um pouco da história empresa é considerada por muitos a mais antiga cervejaria artesanal do Brasil.
Gravado em 2008 - Homenagem ao Mestre - o video foi publicado no YouTube em 28/02/2011, um dia após sua morte.
Seu Lefra começa explicando que a cervejaria de Canoinhas/SC foi fundada por seu pai, Oto Loefler, depois passou para o irmão, depois para ele e agora está sendo conduzida por seu filho. Por conta da idade e o esforço da memória, se considerarmos essa declaração como exata, a fundação seria em 1928 e não 1908, como consta no verbete da Wikipedia.
Com 91 anos na época, tomava duas garrafas de cerveja por dia, fabricando e produzindo 1.500 garrafas por mês. Vendendo a cerveja branca e preta, tipo Caracu com diz, com a marca Nó de Pinho. Utilizando lúpulo importado da Alemanha e malte plantado em Guarapuava/PR.
O entrevistador mostra no video os macacos, tucanos e pássaros empalhados pelo irmão taxidermista do Seu Lefra, resultado de suas caçadas que decoram as paredes do local há 50 anos. O próprio mestre cervejeiro também sabia empalhar bichos.
Perguntado sobre a fabricação de outras bebidas, como gasosas e refrigerantes, Seu Lefra diz que traz esse tipo de produto de Jaraguá do Sul/SC e que apenas fabrica chope e cerveja artesanal, tipo caseira, sem química, sem conservantes, só com malte, cevada, lúpulo, fermento e água do poço ou da fonte.
Mostrando as fotos na parede, a câmera mostra a foto da família Loefler quando moravam em Corupá/SC, Seu Lefra é natural daquela cidade e seu pai fundou uma cervejaria em um lugar chamado "lefartifen".
A receita de longevidade de Seu Lefra são justamente as 2 garrafas de cervejas diárias (cerveja pura, como as que fabrica) e uma salada de cebola na hora do almoço, ao meio dia. Segundo ele, a cebola acaba com o colesterol e a pressão alta.
Perguntado sobre a cervejaria ser a mais antiga do Brasil, Seu Lefra revela que o pai começou a fabricar cerveja em 1897 em Corupá/SC que depois foi vendida a um cervejeiro alemão em 1904. Em 1924 Oto Loefler comprou a cervejaria de Canoinhas também no estado de Santa Catarina e mais uma carroça com 2 cavalos para o transporte. Em 1928 adquiriu um automóvel Ford Bigode, sem caixa de câmbio, cuja foto aponta pregada na parede.
Seu Lefra termina a entrevista contando que muita gente de fora vem até a cervejaria Canoinhense comprar seus produtos, até do estado de São Paulo. O entrevistador comenta que sairam várias reportagens em jornais, revistas, na TV Globo, que tornaram a cerveja conhecida em todo Brasil, atraindo até proposta de compradores. A Cervejaria Antarctica chegou a fazer uma proposta, recusada para manter a empresa como patrimônio da família e tradição para os filhos e netos.
Em 2009, ao completar 92 anos, Roberto Fonseca escreveu o post ‘Decano’ da cerveja no Brasil faz 92 anos. Prost, ‘seu’ Loeffler! no blog B.O.B. do Paladar do Estadão que Rupprecht Loeffler era provavelmente (salvo algum caso desconhecido), o cervejeiro mais antigo do País em atividade. pois embora a produção da Canoinhense esteja a cargo de assistentes, ele continuava dando expediente religiosamente na fábrica.
Gravado em 2008 - Homenagem ao Mestre - o video foi publicado no YouTube em 28/02/2011, um dia após sua morte.
Seu Lefra começa explicando que a cervejaria de Canoinhas/SC foi fundada por seu pai, Oto Loefler, depois passou para o irmão, depois para ele e agora está sendo conduzida por seu filho. Por conta da idade e o esforço da memória, se considerarmos essa declaração como exata, a fundação seria em 1928 e não 1908, como consta no verbete da Wikipedia.
Com 91 anos na época, tomava duas garrafas de cerveja por dia, fabricando e produzindo 1.500 garrafas por mês. Vendendo a cerveja branca e preta, tipo Caracu com diz, com a marca Nó de Pinho. Utilizando lúpulo importado da Alemanha e malte plantado em Guarapuava/PR.
O entrevistador mostra no video os macacos, tucanos e pássaros empalhados pelo irmão taxidermista do Seu Lefra, resultado de suas caçadas que decoram as paredes do local há 50 anos. O próprio mestre cervejeiro também sabia empalhar bichos.
Perguntado sobre a fabricação de outras bebidas, como gasosas e refrigerantes, Seu Lefra diz que traz esse tipo de produto de Jaraguá do Sul/SC e que apenas fabrica chope e cerveja artesanal, tipo caseira, sem química, sem conservantes, só com malte, cevada, lúpulo, fermento e água do poço ou da fonte.
Mostrando as fotos na parede, a câmera mostra a foto da família Loefler quando moravam em Corupá/SC, Seu Lefra é natural daquela cidade e seu pai fundou uma cervejaria em um lugar chamado "lefartifen".
A receita de longevidade de Seu Lefra são justamente as 2 garrafas de cervejas diárias (cerveja pura, como as que fabrica) e uma salada de cebola na hora do almoço, ao meio dia. Segundo ele, a cebola acaba com o colesterol e a pressão alta.
Perguntado sobre a cervejaria ser a mais antiga do Brasil, Seu Lefra revela que o pai começou a fabricar cerveja em 1897 em Corupá/SC que depois foi vendida a um cervejeiro alemão em 1904. Em 1924 Oto Loefler comprou a cervejaria de Canoinhas também no estado de Santa Catarina e mais uma carroça com 2 cavalos para o transporte. Em 1928 adquiriu um automóvel Ford Bigode, sem caixa de câmbio, cuja foto aponta pregada na parede.
Seu Lefra termina a entrevista contando que muita gente de fora vem até a cervejaria Canoinhense comprar seus produtos, até do estado de São Paulo. O entrevistador comenta que sairam várias reportagens em jornais, revistas, na TV Globo, que tornaram a cerveja conhecida em todo Brasil, atraindo até proposta de compradores. A Cervejaria Antarctica chegou a fazer uma proposta, recusada para manter a empresa como patrimônio da família e tradição para os filhos e netos.
Em 2009, ao completar 92 anos, Roberto Fonseca escreveu o post ‘Decano’ da cerveja no Brasil faz 92 anos. Prost, ‘seu’ Loeffler! no blog B.O.B. do Paladar do Estadão que Rupprecht Loeffler era provavelmente (salvo algum caso desconhecido), o cervejeiro mais antigo do País em atividade. pois embora a produção da Canoinhense esteja a cargo de assistentes, ele continuava dando expediente religiosamente na fábrica.
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Cervejas especiais brasileiras na Obvious Magazine

Em março de 2012 Priscilla Santos, adoradora de cerveja e colaboradora da Obvious Magazine, publicou esse post com estatística e análise de algumas marcas: Cervejas especiais brasileiras: as despretensões e finesses no beber nacional.
Segundo ela, na época o Brasil estava apenas em 33º lugar no ranking dos maiores países consumidores de cerveja (que Priscilla chama de chá de cevada), ficando atrás de países como a Finlândia, a África do Sul e Japão no consumo per capita. Já como produtor, o Brasil ficava como 5º maior do mundo.
Ela também cita, compara e opina sobre algumas marcas:
Baden Baden - Primeira cerveja artesanal produzida no país, a Baden Baden tem sua fabriqueta há 10 anos localizada em Campos do Jordão, São Paulo, e é considerada hoje uma referência mundial em cervejas finas. Quiçá seja a melhor cerveja brasileira; foi ganhadora da medalha de ouro no European Beer Star 2008, competição que reúne na Alemanha alguns dos maiores especialistas no assunto.
Eisenbahn - A cervejaria Sudbrack nasceu em junho de 2002 e adotou o nome Eisenbahn, ferrovia como homenagem aos antigos mestres da região de Blumenau, em Santa Catarina, e ao bairro Salto Weissbach, onde fica a sede da fábrica e uma das mais famosas estações de trem que o local tivera no passado.
Devassa - A única das microcervejarias nacionais que simplesmente ignora qualquer tipo de existência séria, a carioca Devassa tem como seu mote principal a sacanagem aliada ao requinte de suas receitas: “tudo que as outras cervejas gostariam de ser, mas morrem de vergonha”, é um de seus lemas. É produzida desde 2002 e comercializa, para além do malte, o reliquiso livro de Pedro Almodóvar “Fogo nas Entranhas”.
Cerveja Colorado - Cerveja especial não-artesanal, a Colorado de Ribeirão Preto, São Paulo, fabrica desde 1995 cervejas que unam o estilo clássico das cervejas inglesas com toques regionais do país. O sabor de suas representantes claras ou escuras é geralmente definido como robusto e com seu alto teor alcólico somado ao amargor, é a única da lista cujo objetivo é resgatar a tradição das cervejas populares do início do século.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
História da cerveja Coruja de Porto Alegre/RS
No site da cervejaria Coruja feita em flash, tecnologia antiga que permite animação e som na internet, a seção O conto da Coruja conta um pouco da história do empreendimento. Eles também tem um blog, sem flash, com conteúdo relacionado à marca e ao mundo da cerveja. Fiz a transcrição do texto do site que segue abaixo:
Formados em arquitetura, Micael Eckert e Rafael Rodrigues: cerveja! Em parceria com a Gool Beer/Chope MASPE de Teutônia, a Bebidas Coruja Ltda da inicio a fabricação da Coruja cerveja viva em 2004.
No mesmo ano, Carlos Lança, Jesael Eckert e o mestre cervejeiro Michel Kerbs Yepez juntam-se à empresa. Uma cerveja artesanal não-pausterizada, feita com lúpulo, fermento, água e três vezes mais malte de cevada, garantindo um sabor inigualável.
A garrafa é um show à parte: um frasco de remédio antigo com o rótulo serigrafado diretamente no vidro.
A empresa divulga movimentos artísticos e aposta no setor cultural, apoiando diversas exposições, lançamentos de filmes, eventos de arquitetura e muito mais.
Em 2006 e 2007, a Coruja ganha o título de melhor chope de Porto Alegre segundo a revista Veja. Em maio de 2007, é lançada a Coruja Extra Viva, uma cerveja mais encorpada e com sabor extra forte.
A Coruja está sempre aprontando eventos para degustação de suas cervejas, como o Extra-malte, o Maratoma e o Märzfest. Em 2008, a Coruja lança o seu site www.cervejacoruja.com.br! Um espaço bolado pela box3 para todos ficarem por dentro do que anda rolando.
No blog, na página para a imprensa, também existe um resumo da história da cervejaria, com a origem do nome e mais detalhes da composição dos produtos e local atual de fabricação:
A Coruja é uma cerveja diferenciada do frasco ao sabor. Ganhou vida em 2004 e, desde então, alçou voos bem altos de sua Toca, no Rio Grande do Sul, para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. O nome foi escolhido por indicar um animal de hábitos noturnos e associado à sabedoria. Por isso, “beba com sabedoria”.
Desde 2010, a produção ocorre na cidade de Forquilhinha (SC), com 18 a 20 mil litros mensais. Atualmente, nos cinco estados em que atua, a Coruja chega a aproximadamente 350 pontos de venda.
A linhagem começou com as Vivas, as Corujas não-pasteurizadas. A Viva (Lager, 4,5% vol) e a Extra-Viva (Lager, 6,5% vol) ainda são engarrafadas em antigos frascos de remédio, que dão à cerveja um aspecto único.
Somam-se a elas: Otus (Lager, 4,5% vol), Strix (Lager extra, 6,5% vol), Alba (Weizenbier, 5,5% vol) e Alba (Weizenbock, 6,8% vol), todas batizadas com nomes de espécies de corujas.
As últimas criações da Coruja são coletivas, em parceria com o movimento artístico: a Baca (Lager com pitanga, elaborada com Francisco Marshall, do StudioClio), Labareda (Lager com pimenta, em conjunto com o músico Wander Wildner) e a Coice (Tribock com canela e 11% de álcool, em parceria com o artista plástico Caé Braga).
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Estatísticas sobre microcervejarias brasileiras em 2011
Em julho de 2011 o jornal Folha de São Paulo publicou a matéria Microcervejarias ampliam fatia de mercado e movimentam R$ 2 bi (5/7/2011) reunindo estatísticas das microcervejarias brasileiras. Escrita pela repórter Camila Fusco com entrevistas realizadas na feira Brasil Brau daquele ano. A chamada destacava que apoiadas no aumento do poder de compra da população, as microcervejarias já respondiam por 5% do faturamento total. Segundo a reportagem, os produtos que levam aroma de frutas e processos diferentes de fermentação, levaram as empresas a encontram seu nicho.
Segundo o Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), as cervejarias artesanais representavam cerca de 180 empresas movimentando quase R$ 2 bilhões. Enquanto o segmento das cervejas populares - dominadas por marcas como Brahma, Skol e Schin - aumentavam a 7% ao ano, as microcervejarias cresciam o dobro. Em 2007 representavam pouco mais de 3% do faturamento, em 2011 alcançaram 5%.
Declaração de Cilene Saorin, do Cobracem (Conselho Brasileiro dos Profissionais em Cerveja e Malte): "As cervejas servem como um termômetro da economia, e o setor foi muito beneficiado com o aumento de poder aquisitivo e amadurecimento do mercado para as cervejas gourmet".
Segundo Alexsandra Machado, da Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas), a maior parte das microcervejarias está no Sul e Sudeste, e o segmento começa a seguir numa rota de popularização semelhante à percorrida pelos produtores de vinhos com serviços que incluem até passeios turísticos para degustação.
Bia Amorim, da Colorado, de Ribeirão Preto, declarou na matéria que a cervejaria produzia 80 mil litros por mês na época e pretendia elevar a produção em 25% até o fim daquele ano de 2011. Segundo Bia, a batalha pela sobrevivência não ara fácil: "Levamos um ano para conseguir o registro do Ministério da Agricultura, necessário para a venda do produto".
A matéria destaca ainda que as microcervejarias em geral são de origem familiar e com faturamento médio de até R$ 10 milhões.
Foto: Cervejaria Colorado em Ribeirão Preto/SP. Edson Silva da Folhapress
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Infográfico das cervejarias por tamanho da produção no Paladar Estadão
Olha que coincidência, um dia depois de começar o blog, hoje no jornal O Estado de São Paulo saiu uma matéria sobre microcervejarias, cerveja artesanal e industrial no suplemento Paladar. Escrita por Heloisa Lupinaci, a matéria Uma cerveja e dois copos! Mas qual das cem? tem uma chamada diplomática na capa do site: Tamanho não é o que enche o copo. Nada de execrar a cerveja industrial, de cervejarias de grande porte. O que importa é o que está no copo.
O infográfico Tamanho não é fermento (em hectolitros/ano), com fotos e design de Fernando Sciarra do Estadão, a Colorado consta como pequena cervejaria com volume de produção anual de 18 mil hectolitros.
A matéria diz que nos Estados Unidos, segundo definição da Brewers Association, uma cervejaria que produz até 18 mil hectolitros por ano é micro e é pequena quando produz entre 18 mil e 7 milhões de hectolitros anuais. A associação americana criou ainda vários outros parâmetros para justificar que, mesmo com produção imensa, a cervejaria seja considerada artesanal (matéria-prima usada e quem é o dono da cervejaria, por exemplo).
A Associação Brasileira dos Microcervejeiros, criada em 23/10/2013 no Brasil tem como um de seus objetivos definir quem é pequeno e quem é grande, para reduzir incongruências relativas a imposto segundo jornal. “Vamos nos espelhar no modelo dos EUA”, declarou Marcelo Carneiro, presidente da Associação e da Colorado. Como comparação e para se ter uma ideia de escala, em duas horas, a Ambev faz duas vezes a quantidade de cerveja que a Colorado produz em um ano.
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