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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Estatísticas sobre microcervejarias brasileiras em 2011


Em julho de 2011 o jornal Folha de São Paulo publicou a matéria Microcervejarias ampliam fatia de mercado e movimentam R$ 2 bi (5/7/2011) reunindo estatísticas das microcervejarias brasileiras. Escrita pela repórter Camila Fusco com entrevistas realizadas na feira Brasil Brau daquele ano. A chamada destacava que apoiadas no aumento do poder de compra da população, as microcervejarias já respondiam por 5% do faturamento total. Segundo a reportagem, os produtos que levam aroma de frutas e processos diferentes de fermentação, levaram as empresas a encontram seu nicho.

Segundo o Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), as cervejarias artesanais representavam cerca de 180 empresas movimentando quase R$ 2 bilhões. Enquanto o segmento das cervejas populares - dominadas por marcas como Brahma, Skol e Schin - aumentavam a 7% ao ano, as microcervejarias cresciam o dobro. Em 2007 representavam pouco mais de 3% do faturamento, em 2011 alcançaram 5%.

Declaração de Cilene Saorin, do Cobracem (Conselho Brasileiro dos Profissionais em Cerveja e Malte): "As cervejas servem como um termômetro da economia, e o setor foi muito beneficiado com o aumento de poder aquisitivo e amadurecimento do mercado para as cervejas gourmet".

Segundo Alexsandra Machado, da Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas), a maior parte das microcervejarias está no Sul e Sudeste, e o segmento começa a seguir numa rota de popularização semelhante à percorrida pelos produtores de vinhos com serviços que incluem até passeios turísticos para degustação.

Bia Amorim, da Colorado, de Ribeirão Preto, declarou na matéria que a cervejaria produzia 80 mil litros por mês na época e pretendia elevar a produção em 25% até o fim daquele ano de 2011. Segundo Bia, a batalha pela sobrevivência não ara fácil: "Levamos um ano para conseguir o registro do Ministério da Agricultura, necessário para a venda do produto".

A matéria destaca ainda que as microcervejarias em geral são de origem familiar e com faturamento médio de até R$ 10 milhões.

Foto: Cervejaria Colorado em Ribeirão Preto/SP. Edson Silva da Folhapress

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